Lembra do dia em que fomos todos comer pastel lá na lanchonete da esquina? Lembra que, quando íamos a pizzaria do seu Lô, sempre pedíamos o mesmo sabor? Lembra de todas as vezes que caminhamos léguas pra pegar aquele ônibus lotado? Lembra daquela tarde na casa da Lu, assistindo filmes repetidos? Lembra que você sempre me perguntava porque eu tava chorando? E eu sempre respondia: "é a cebola, amor. A cebola". Lembra da minha mania de pentear seu cabelo igual ao do Jimmy Neutrôn? Você odiava e dizia que já parecia criança, eu não precisava deixar isso explícito. Lembra quando tu dormiu do lado de fora da casa de praia, na rede, num frio de matar só porque eu e minhas amigas estávamos com medo daquela rua? Você sempre bancava o herói. Lembra que, vez ou outra, nos tornávamos chef de cozinha e preparávamos o melhor miojo do mundo? Lembra de todas as minhas cólicas e de todas as massagens que fazia nas minhas costas? Lembra daquela segunda-feira? Decepcionei você? Desculpe, é que eu era inexperiente. Lembra das vezes que te deixava esperando, enquanto escolhia o brinco? Lembra quando quebrou o braço e eu desenhei no gesso todo? E você resmungando que não éramos mais crianças. Lembra quando sofri aquele acidente e você me visitava todos os dias no hospital? Lembra que você detestava minha amiga Mônica? "Ela não é boa companhia pra você". Lembra que ria das minhas calcinhas com desenhos de cerejas, abelhinhas, corações, estrelinhas? Lembra que você me ensinava a jogar aquela bosta de GTA e os bandidos sempre me matavam? Agora fala sério... Você lembra que já chorou suas piores dores no meus ombros, não lembra? Você lembra que te abracei estupidamente forte, por medo de te perder? Você lembra daquele cheiro, daquela música, daquele beijo? Você lembra da primeira vez? E da última? Eu lembro! E vou arriscar um palpite: você também lembra.
- Desculpa! - Não foi nada... (Um silêncio constrangedor) - É... Tudo bem? - Tudo sim e você? - Tudo indo. - E a vida? - Sendo vivida. - Nossa... Faz o quê? Uns dois anos que não nos vemos... - Dois anos e quatro meses. (Mais um silêncio constrangedor) - Você não era para estar em Paris, se tornando um grande fotógrafo internacional? Não era seu sonho? - Sim... Era... Vamos dizer que conquistei o meu espaço. -....... Bom, eu tenho que ir agora. - Então.... você se casou? (Interrompendo-a) - Não, não me casei. Mas agora eu tenho, realmente, que ir. - Namorado, noivo? (Interrompendo-a) -Não. Adeus. (Ele a segura pelo braço) - Me solta... Vamos parar com isso, tá bom? Já faz muito tempo e eu tenho a minha vida e você tem a sua e e e e e ...... - E eu, ainda, te amo! Te amo como naquele dia em que olhavamos o céu estrelado, deitados em cima daquela mesa velha que ficava no quintal. Te amo como no dia em que cheguei em casa cansado e mal humorado e você veio me abraçar toda feliz, só porquê o Bóris tinha aprendido a fazer xixi fora de casa. Te amo como quando sofri aquele acidente de moto e você, ao invés de me abraçar e ficar aliviada por eu estar bem, ficou nervosa, brigou comigo e começou a chorar, dizendo que eu nunca mais iria subir numa moto. Te amo porque sei que você teve muito medo de me perder. Te amo, ainda mais, por permitir que eu, estupidamente e erroneamente, escolhesse entre você e o meu sonho fatídico. Eu poderia passar a noite toda mostrando os motivos pelos quais eu te amo, mas vou te soltar. A única coisa que eu quero, é que você me perdoe. - Já perdoei faz tempo. Só não me peça pra esquecer que não foi a mim que você escolheu. - Que burrice a minha. Escolhi o meu sonho, não te perder. De que serviu essa escolha, se te perdi? -Ainda não me perdeu. - Ainda não? - Não, pois não teve um só minuto, nestes dois anos e quatro meses, que eu não pensei em você. Mesmo sem tu merecer um segundo desses minutos. E por mais que tenha me machucado, eu ainda te amo. Para que isso dê certo, teremos que começar de novo. - Começar de novo? Não entendo... - É... Assim ó... Até mais. Foi um prazer te reencontrar. - Ah não... Não... Não vamos mais nos encontrar? - Vamos sim... Eu te amo. Você me ama. Te espero numa esquina qualquer.
"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer." Bob Marley
Esqueçam que isso é serta(no)nejo por um minuto e leia a letra. Só a letra.
Falando às paredes (Chitãozinho e Xororó)
Eu agora estou falando às paredes Já não tenho mais você pra conversar Na varanda está vazia aquela rede Onde às vezes eu deitava prá te amar Você foi o amanhecer mais colorido
Sem sentido se tornou entardecer O vazio da saudade foi tirando A vontade que eu tinha de viver Só Deus sabe tudo o que eu estou sentindo A tristeza dói no peito sem parar
Quantas noites mal dormidas já passei Na esperança de ouvir você chegar Foram tantas cartas que eu perdi a conta E nos muros, quantas frases escrevi Na esperança que você leia só uma E me faça esquecer que te perdi
É... E eu nem gosto de sertanejo (¬¬'). Não gosto mesmo. Mas num é que essa música tá gravada na minha cabeça... Sabe chiclete? Pronto! Ah... E quem nunca foi brega que atire a primeira pedra! =P
Recentemente, descobri que tenho uma válvula de escape por onde passam todos os meus medos e angústias, por onde passam as frustrações de todo santo dia: meus olhos. Aprendi a descarregar neles toda a energia negativa que consumo. Ou que me fazem consumir. Choro. Não vou te dizer que o faço frequentemente. Não. Mas quando a dor aperta, os dedos da mão se contraem e a graganta seca, são eles que me ajudam. Quando as lágrimas escorrem, parece que um elefante resolveu desisitr de ser minha mochila. O alívio sentido é impagável. Sensação de alma lavada. Sempre gostei dos meus olhos... E eles nem são azuis nem nada =P, mas são como uma marca registrada. Não consigo esconder o que sinto, basta olhar pra mim que eles te dirão o que estou pensando. Marejados então... Nem te conto. (Só não são mais bonitos que minhas covinhas nas buchechas - quem foi que perguntou? ¬¬' sai daí...). Mas escrevi tudo isso pra dizer que, depois de toda a água salgada derramada, corro pro espelho e vejo que já não sou mais a mesma. Que junto com as lágrimas, foram-se os nós na garganta, os pesos na consciência, as culpas que, por muitas e muitas vezes, não eram minhas. E após o rio de lágrimas e todo o rímel escorrendo pela cara, um sorriso maroto é visto no canto da boca. Só pra deixar claro que essa passou, que outras virão, que "nem sempre a fraqueza que se sente, quer dizer que a gente não é forte".
- É que eu sou meio nervosa, ansiosa... - É, você é. - Sou tagarela, desesperada... - É, você é. - Carente, confusa, dramática... - É, você é. - Ah, que saco. Eu sei que sou uma criança na pele de uma mulher. - É, você é. ... ... - Não pense que seus defeitos acabaram por aí não. Você ainda tem mais um... - E qual é? - Você é o amor da minha vida. - Eu sou? (enquanto isso, ela esborra o terceiro balde de lágrimas) - É, você é.
- - Não é o perfeito, mas o imperfeito, que precisa de amor. ' Oscar Wilde